Quantidade de calorias nas amêndoas, nozes, castanhas, proteínas e outros alimentos ricos em fibras pode ser menor do que descrito no rótulo

De acordo com matéria publicada no The New York Times[1], o método atualmente utilizado em boa parte do mundo para determinar a quantidade de calorias nos alimentos é impreciso, e o erro pode chegar a até 25% em alguns casos, segundo nutricionistas. A boa notícia é que o erro é para mais, ou seja, muitos alimentos possuem menos calorias do que aquilo que é apresentado em seus rótulos.

A metodologia atual para cálculo de calorias apresenta resultados precisos para alimentos de fácil e rápida absorção como carboidratos altamente processados. Mas nos últimos anos, cientistas começaram a perceber que uma quantidade significativa de calorias são perdidas no processo digestivo de alguns alimentos como amêndoas, nozes, castanhas e carnes vermelhas, fazendo com que o corpo gaste energia durante sua digestão.

Além disso, alguns alimentos não são totalmente digeridos e boa parte é excretada. Assim, uma quantidade de calorias deve ser ignorada. Nozes e amêndoas são bons exemplos de alimentos de difícil digestão que não são totalmente digeridos, sendo que uma parte das calorias é eliminada. Portanto, a quantidade real de calorias desses alimentos pode ser bem menor do que aquele valor que é divulgado. Estima-se que os rótulos desses produtos informem um valor até 25% maior do que a realidade.

Conclusão

O que se lê nos rótulos ou nas tabelas nutricionais não leva em conta a quantidade de calorias eliminadas e a energia gasta durante a digestão. Um novo sistema de contagem de calorias já foi apresentado à FAO[2], a agência da ONU para Alimentação e Agricultura que, entre outras atividades, recomenda padronizações junto a governos dos países membros.

Referências